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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Festa de casamento e independência financeira



Grande parte dos leitores deste blog nutre o sonho (ou já está usufruindo da realidade) de assegurar a independência financeira, por meio do FIRE. Ao mesmo tempo, imagino que outra grande parte desses mesmos leitores tenha o sonho (ou já esteja vivenciando a experiência) de se casar.

O ser humano é um ser social, é natural que hajam relacionamentos afetivos e que, pelo modelo social ainda mais seguido, ocorra o casamento. Digo ainda porque o número de casamentos no Brasil tem caído nos últimos anos, o que pode indicar uma tendência de mudança no modelo social. Talvez as uniões estáveis estejam ganhando força em relação aos casamentos, já que são menos burocráticas/formais e, sobretudo, por serem mais baratas.


Sim, o casamento, de um modo geral, é um evento caro. Isso porque, na maioria dos casos, não envolve apenas a formalização civil e eventual celebração religiosa, mas também uma festa. E é exatamente neste ponto que reside o grande custo do evento casamento: as despesas com a festa.


Para uma família brasileira média, as despesas com o casamento, se observada a média de gastos de 40 mil reais, representariam cerca de 8 meses dos rendimentos familiares. Estamos falando dos rendimentos brutos, não das economias mensais. É um montante considerável, que pode dificultar/alongar a caminhada para a independência financeira.


Por outro lado, a celebração do casamento não deveria ser analisada apenas pelo prisma frio e calculista das finanças, já que, a depender da vontade do casal, representaria momento único na vida, e poderia, inclusive, servir de estímulo para seguir (ou aumentar) o passo rumo à independência financeira.


E aí ficam as questões: como os “caçadores da independência financeira” planejam conseguir (ou conseguiram) resolver esse dilema? O casamento deve ser feito de acordo com os sonhos do casal ou de acordo com as possibilidades momentâneas? A união estável é uma boa saída? 

6 comentários:

  1. Olá, O Maximizador! Tudo bem? Já coloquei seu blog na minha blogroll (www.menteinvestidora.org). Que tema polêmico! Não sei se você acompanha o blog do IFR365 (https://www.srif365.com/). Ele fez um post sobre o problema que deu a compra do anel de casamento.

    No meu caso, graças a Deus, minha esposa não fez questão de festa de casamento. Sinceramente, acho um grande desperdício de dinheiro. Prefiro gastar em uma viagem, mas sei que é difícil convencer a mulher do contrário, por causa dos costumes de nossa sociedade.

    Vivia em união estável e só me casei por pedido dela. Certidão de casamento e anel no dedo não mudam nada. Hoje, o tratamento jurídico para união estável é muito semelhante àquele dado para casamento com comunhão parcial de bens.

    Acho que a saída é a conversa. Saber se o outro topa abrir mão, pensando no futuro. Se não houver aceite, e você realmente gostar da pessoa, o jeito é tirar o escorpião do bolso e virar a página.

    Abraço.

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    1. Olá, Mente Investidora!

      Obrigado, também te adicionei aqui ao blogroll.

      Não cheguei a ver o post do Sr. IF365 não, hahaha. Sem dúvidas é um assunto espinhoso, ainda mais porque é algo que envolve tradições, então em muitos casos há pressões familiares.

      Como todos os demais arranjos de relacionamento, penso que a melhor decisão pode ser escolhida pelo casal.

      Abraço.

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  2. Olá, Maximizador! Aqui em casa foi o contrário, meu marido queria uma festa de casamento e eu queria viajar..no final consegui convencê-lo. Fizemos só um almoço para nossos pais e irmãos para comemorar o casamento e depois uma viagem bem bacana..o restante da família não gostou muito, alguns primos e tios ficaram chateados até, mas paciência..rsrs

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    1. Oi, Mi5!

      Caramba, você deve ser muito boa de argumentação para convencer o marido e a família em um assunto tão difícil, hahaha. Meus parabéns!

      E é aquilo, no fundo é uma decisão do casal. Os outros deveriam respeitar.

      Abraço.

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  3. Olá maximizador!
    Eu fiz uma festa de casamento ( com cerimônia e recepção no mesmo local ) para 80 convidados e gastei 17 mil reais. Esse valor inclui absolutamente TUDO: do custo do cartório até o hotel da noite de núpcias.

    A primeira coisa que definimos foi o orçamento, depois disso todas as decisões eram tomadas a partir dele. Isso nos ajudou a manter a linha, porque durante o processo vão fazer de tudo para você gastar cada vez mais!

    Abcs!

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    1. Oi, 3F!

      Caramba, você conseguiu realmente um feito, hahaha. Evidentemente que a abordagem racional e objetiva, com a definição primordial de um orçamento limite, é o cenário ideal. Mas imagino o quão difícil deve ser conseguir colocar isso na prática, pois como você bem disse, "vão fazer de tudo para você gastar cada vez mais". Não só os prestadores de serviços, mas principalmente os familiares. É um processo bem complexo.

      Abraço.

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