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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Reforma da previdência aprovada: e agora?



Na última semana foi concluída a aprovação pelo Senado da reforma da previdência. O principal efeito da reforma sobre o contribuinte é que ficou mais difícil se aposentar pelo RGPS ou pelo RPPS, pois serão necessários mais anos de contribuição e que seja atingida uma idade mínima maior do que a anterior.

Tomara que a reforma da previdência sirva para estimular nos indivíduos o plano de atingir FIRE, já que ao passar a contar menos com os benefícios previdenciários estatais, as pessoas deveriam tender a buscar alternativas privadas para garantir uma vida digna na velhice.

Aliás, eu imagino que considerável parte das pessoas que estão iniciando a vida no mercado de trabalho já nem contem mais com o recebimento de aposentadoria estatal. O que antes era visto como algo previsível, certo, atualmente é visto como uma incerteza futura. 

Quem não começar a traçar um planejamento de aposentadoria bem cedo terá uma complicada missão pela frente, e sem a garantia de vida digna para quando o trabalho não for mais possível. É preciso rumar o caminho da independência financeira o quanto antes.

Por isso, é fundamental que todos tenhamos um planejamento bem definido capaz de garantir renda suficiente para a manutenção de vida digna, a partir do momento em que decidirmos não mais trabalhar. A previdência privada pode ser uma alternativa de complemento de renda interessante para quem pretende se aposentar pelo RGPS ou pelo RPPS, mas para quem objetiva aposentar as chuteiras com uma idade menor, o plano FIRE é talvez a grande solução.

Como você vê o cenário da sua aposentadoria? Qual é o seu planejamento?

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Festa de casamento e independência financeira



Grande parte dos leitores deste blog nutre o sonho (ou já está usufruindo da realidade) de assegurar a independência financeira, por meio do FIRE. Ao mesmo tempo, imagino que outra grande parte desses mesmos leitores tenha o sonho (ou já esteja vivenciando a experiência) de se casar.

O ser humano é um ser social, é natural que hajam relacionamentos afetivos e que, pelo modelo social ainda mais seguido, ocorra o casamento. Digo ainda porque o número de casamentos no Brasil tem caído nos últimos anos, o que pode indicar uma tendência de mudança no modelo social. Talvez as uniões estáveis estejam ganhando força em relação aos casamentos, já que são menos burocráticas/formais e, sobretudo, por serem mais baratas.


Sim, o casamento, de um modo geral, é um evento caro. Isso porque, na maioria dos casos, não envolve apenas a formalização civil e eventual celebração religiosa, mas também uma festa. E é exatamente neste ponto que reside o grande custo do evento casamento: as despesas com a festa.


Para uma família brasileira média, as despesas com o casamento, se observada a média de gastos de 40 mil reais, representariam cerca de 8 meses dos rendimentos familiares. Estamos falando dos rendimentos brutos, não das economias mensais. É um montante considerável, que pode dificultar/alongar a caminhada para a independência financeira.


Por outro lado, a celebração do casamento não deveria ser analisada apenas pelo prisma frio e calculista das finanças, já que, a depender da vontade do casal, representaria momento único na vida, e poderia, inclusive, servir de estímulo para seguir (ou aumentar) o passo rumo à independência financeira.


E aí ficam as questões: como os “caçadores da independência financeira” planejam conseguir (ou conseguiram) resolver esse dilema? O casamento deve ser feito de acordo com os sonhos do casal ou de acordo com as possibilidades momentâneas? A união estável é uma boa saída? 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Vale a pena mudar a estratégia de investimentos?


A expectativa de grande parte dos executivos do mercado financeiro é de que a taxa Selic fique próxima de 4,5% a.a. no final de 2020. 

Esse cenário projetado representa, em teoria, uma dificuldade maior para a obtenção do FIRE baseado em investimentos em renda fixa pós-fixados atrelados ao CDI, já que, com a taxa Selic em queda, o CDI tende, assim, a cair. 

Como a remuneração desse tipo de investimento passa a ser menor, nós, que objetivamos atingir a independência financeira, consequentemente precisaremos, mantida a proporção em carteira de investimento em renda fixa pós-fixada indexada ao CDI, de um prazo maior para concluirmos o plano FIRE. 

Isso parece ruim, claro. Mas não necessariamente significa dizer que o tão sonhado plano de atingir a independência financeira tenha se tornado mais longo ou mais difícil. Respeitando-se os nossos objetivos e o nosso perfil de investidor, quase sempre é viável que melhoremos as nossas taxas de retorno.

Mesmo em um cenário que aparenta ser adverso, é possível encontrar novos caminhos e soluções, que resultem em ajustes pontuais na estratégia de investimento. Por exemplo, pode ser que a diminuição da remuneração na renda fixa torne mais destacada aos investidores a renda variável, atraindo um volume considerável de capital, o que pode acarretar em aumento de preços de ações de boas empresas. 

Para os mais conservadores e avessos à renda variável, há também a possibilidade de se pensar nos investimentos em renda fixa pré-fixados ou até mesmo nos pós-fixados atrelados a outros índices, como o IPCA

E aí, investe em renda fixa pós-fixada atrelada ao CDI? Planeja mudar sua estratégia de investimentos? Qual é a sua opinião sobre o assunto?

sábado, 19 de outubro de 2019

O pacote de serviços dos bancos é opcional



Quase todos temos contas bancárias, seja em instituições financeiras tradicionais ou em fintechs. No entanto, há quem ainda não saiba que é possível não pagar a tarifa mensal pelo pacote de serviços relacionados à conta corrente bancária, e isso tem lógica, já que as instituições financeiras vivem de tarifas e não possuem interesse em divulgar esta possibilidade.

Com exceção da isenção concedida a determinados tipos de clientes e de algumas modalidades específicas de contas correntes, como a eletrônica, que em certos casos não há cobrança da tarifa de pacote de serviços, os bancos, em regra, cobrarão mensalmente uma tarifa pelo pacote de serviços da conta corrente. No entanto, essa cobrança pode ser evitada, já que, embora não pareça, o pacote de serviços é opcional.

Para evitar a cobrança mensal do pacote de serviços, o cliente deve solicitar ao banco que a sua conta corrente não tenha o pacote de serviço personalizado oferecido e sim, apenas, os serviços essenciais e gratuitos garantidos pela Resolução nº 3.919 de 2010 do Banco Central do Brasil. 

Mas atenção, os serviços gratuitos são específicos e limitados, de modo que a opção pelo pacote de serviços essenciais e gratuitos nem sempre será vantajosa, especialmente para as pessoas que realizam muitas transferências entre bancos ou que emitem muitas folhas de cheque, pois os serviços adicionais terão a tarifa cobrada. Portanto, é preciso analisar se os serviços bancários que você geralmente utiliza estão incluídos na lista dos serviços essenciais e gratuitos da Resolução.

Já conhecia essa possibilidade? Vale a pena para o seu caso?

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Rumo à independência financeira - Atualização mensal



Este é o meu post introdutório aos posts de fechamento mensal. Mensalmente irei reportar os meus avanços rumo à independência financeira.

Inicialmente, informo que o meu objetivo é atingir um determinado conceito: o Fat FIRE. 



Pode soar estranho, mas é um nome lógico para algo concreto. FIRE é a sigla para Financial Independence, Retire Early (algo como "Seja independente financeiro e aposente-se cedo").

Como desdobramento das ideias tradicionais de FIRE, e eu aconselho uma visita ao site do AA40, um dos dinossauros da Firesfera brasileira, há o plano Lean FIRE ("FIRE Magro") e o plano Fat FIRE ("FIRE Gordo"). 

Então, basicamente, alcançar o Fat FIRE significa ter independência financeira, permitindo a aposentadoria precoce, sem prejuízo de certos "luxos".

No meu caso, eu fiz o seguinte cálculo para encontrar o patrimônio de investimento para atingir o Fat FIRE: multipliquei por 372 o valor das minhas despesas médias mensais, com o acréscimo de 25%. Considerando que não devo me aposentar antes dos 40 anos, me pareceu um cálculo razoável para o Fat FIRE individual. Obviamente que os valores devem ser periodicamente atualizados para retratar as despesas médias mensais.

Feitas essas considerações, vamos aos dados iniciais:

Percentual alcançado rumo ao plano Fat FIRE ⇒ 33,4% 

Variação em relação ao mês anterior ⇒ ⬆ 0,6%

Meta de médio prazo: atingir 50% do Fat FIRE em até 4 anos (17/10/2023)

E aí, o que acharam? Preferem o Lean ou o Fat FIRE?

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Primeiro Post


Hoje inicio este blog, com o objetivo de compartilhar dicas e informações sobre economia, finanças e investimentos, uma forma de me manter atualizado sobre tais temas, que são vitais para a independência financeira.

Aos poucos vou aprendendo melhor como funciona este universo dos blogs, e então tentarei aprimorar o conteúdo e a forma dos posts.

A princípio procurarei fazer dois posts por semana, sendo um post de dica prática sobre economia/finanças/investimentos e o outro um comentário sobre alguma notícia relevante no cenário econômico/financeiro.

Sejam bem-vindos e espero que seja o início de uma convivência prazerosa.