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sábado, 9 de novembro de 2019

Imprevistos acontecem: tenha um fundo de emergência


Talvez um dos objetivos iniciais no plano de atingir FIRE seja o de conseguir constituir um fundo ou reserva de emergência. O fundo de emergência serve para nos garantir auxílio financeiro imediato em situações imprevistas, como doenças, acidentes, desemprego, ganhos abaixo do planejado, despesas inesperadas, etc. É como se fosse um seguro para garantir maior tranquilidade financeira em ocasiões que fogem da normalidade.

É importante que o fundo de reserva seja muito líquido, pois o seu uso pode ocorrer em situações em que os valores sejam imediatamente necessários. Portanto, a liquidez é um ponto fundamental na escolha da alocação dos recursos financeiro referentes ao fundo.

Agora, a qual valor deve corresponder o fundo de reserva para que supra minimamente as necessidades financeiras? Em geral, se recomenda que o fundo corresponda ao valor de 3 a 12 vezes a sua despesa média mensal. Leve em consideração para este cálculo se você possui seguro de vida, seguro de residência, seguro de veículo, seguro desemprego, plano de saúde ou outros serviços que podem reduzir o impacto de um evento inesperado.

E você, já conseguiu formar o seu fundo de emergência? Já teve que utilizá-lo?

terça-feira, 5 de novembro de 2019

É difícil poupar muito? Então se cuide, você trabalhará por mais tempo

Em uma recente matéria da Megan Leonhardt no site da CNBC, é afirmado que, para se aposentar aos 65 anos, a Geração Y (Millennials) precisará economizar quase metade de seu salário por ao menos 30 anos.

Apesar de ser uma interpretação do cenário americano, que difere bastante do brasileiro, o estudo parte da premissa de que a rentabilidade futura tende a cair bastante e a tributação tende a aumentar, o que parece também se aplicar ao quadro brasileiro.

É uma perspectiva extremamente desafiadora para as novas gerações, ainda mais se considerarmos que a taxa média de poupança do brasileiro é claramente inferior a do americano. Aliás, o brasileiro médio sequer possui o hábito de poupar para a velhice, já que 56% da população não poupa nada (ou não consegue poupar).

Reconhecendo que conseguir uma taxa de poupança acima de 50% é algo muito difícil, a matéria da CNBC, mais voltada aos casos majoritários (em que as pessoas não poupam o necessário), sequer menciona o FIRE como possibilidade de se evitar a aposentadoria regular ou até mesmo tardia. Na verdade, o ceticismo (ou pragmatismo) é tanto que a sugestão principal é que as novas gerações se preocupem principalmente em ter saúde, em manter hábitos saudáveis, para que na velhice continuem capazes de trabalhar, mesmo que parcialmente.

Em outras palavras, se ter taxas de poupança muito altas se mostrar uma tarefa inviável, o dever de casa é ter ao menos uma fonte de renda, sendo que a mais comum é através do trabalho. Portanto, é fundamental que as pessoas se mantenham antenadas às exigências do mercado de trabalho, se capacitando de modo contínuo, para que sempre estejam em situação competitiva para garantir no mínimo uma fonte de renda. 

E você, consegue ter uma taxa de poupança alta? Mesmo que sim, não deixe de ter hábitos saudáveis. 

sábado, 2 de novembro de 2019

Rumo à independência financeira - Atualização mensal (OUT/19)

Olá, pessoal. Dando seguimento aos posts mensais de atualização do progresso rumo à independência financeira, informo os dados:

Percentual alcançado rumo ao plano Fat FIRE ⇒ 33,7% 

Variação em relação ao mês anterior ⇒ ⬆ 0,8% (ante 33,4%)

Meta de médio prazo: atingir 50% do Fat FIRE em até 4 anos (17/10/2023)

Taxa de poupança no mês ⇒ 68%

Variação em relação ao mês anterior ⇒ ⬆ 15% (ante 59%)

Média da taxa de poupança dos últimos 12 meses ⇒ 30,7%

Meta de taxa de poupança média mensal ⇒ 40%

"Apesar de a estrada ser longa, o caminho deserto e o lobo mau passear aqui por perto, é preciso progredir sempre" (MESMO, Eu).

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Reforma da previdência aprovada: e agora?



Na última semana foi concluída a aprovação pelo Senado da reforma da previdência. O principal efeito da reforma sobre o contribuinte é que ficou mais difícil se aposentar pelo RGPS ou pelo RPPS, pois serão necessários mais anos de contribuição e que seja atingida uma idade mínima maior do que a anterior.

Tomara que a reforma da previdência sirva para estimular nos indivíduos o plano de atingir FIRE, já que ao passar a contar menos com os benefícios previdenciários estatais, as pessoas deveriam tender a buscar alternativas privadas para garantir uma vida digna na velhice.

Aliás, eu imagino que considerável parte das pessoas que estão iniciando a vida no mercado de trabalho já nem contem mais com o recebimento de aposentadoria estatal. O que antes era visto como algo previsível, certo, atualmente é visto como uma incerteza futura. 

Quem não começar a traçar um planejamento de aposentadoria bem cedo terá uma complicada missão pela frente, e sem a garantia de vida digna para quando o trabalho não for mais possível. É preciso rumar o caminho da independência financeira o quanto antes.

Por isso, é fundamental que todos tenhamos um planejamento bem definido capaz de garantir renda suficiente para a manutenção de vida digna, a partir do momento em que decidirmos não mais trabalhar. A previdência privada pode ser uma alternativa de complemento de renda interessante para quem pretende se aposentar pelo RGPS ou pelo RPPS, mas para quem objetiva aposentar as chuteiras com uma idade menor, o plano FIRE é talvez a grande solução.

Como você vê o cenário da sua aposentadoria? Qual é o seu planejamento?